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terça, 24 maio de 2022

A INQUISIÇÃO NO RIO JANEIRO NO COMEÇO DO SÉCULO XVIII

Carvalho, Gilberto de Abreu Sodré

124 páginas

R$ 34,00

Sinopse


Ao começar minhas notas há mais de 25 anos, não pensei que fosse trabalhar tanto e ter tamanho prazer em descobrir personagens e fatos do passado distante. A curiosidade investigativa e a vontade de registrar, mais e mais, foram ocorrendo a cada estímulo de descoberta de dados. De início, pesquisei e anotei para mim mesmo. Em seguida, pensei em meus descendentes e os de meus próximos terem acesso à nossa história familiar. Um dia, já faz tempo, vi que meu público deveria ser maior. O meu assunto transbordava o âmbito doméstico. Percebi a vocação das velhas fichas e muitos rascunhos: dar corpo ao que se tornou o presente ensaio.

Sou, enfim, um não-judeu que se identificou descendente de hebreus. Vi a importância de os brasileiros em geral – não só os israelitas informados – saberem, com cores vivas, dos cristãos novos na formação socioeconômica e cultural da cidade e da capitania do Rio de Janeiro. Escritores judeus já haviam narrado, com os elementos da Torre do Tombo, em Lisboa, os trágicos sucessos do início dos Setecentos. Todavia, o meu testemunho, tratando de pessoas de existência histórica documentada e com descendentes desconhecidos em nosso tempo, poderia ser útil. Aprofundaria o entendimento fraterno entre os brasileiros na medida em que daria argumentos para o afastamento dos preconceitos frente aos brasileiros judeus em geral. Todos somos irmãos em uma grande casa. O sobrenome Abreu Sodré assevera o berço marrano e seus portadores se ramificam com muita gente originária da terra fluminense, como os de nome Sodré, Pereira, Silva Pereira, Sodré Pereira, Macedo Soares, Azevedo Sodré, Abreu Rangel, Rangel de Macedo, Sodré de Macedo, Azeredo Coutinho.

Assim neste volume, narro a ação devastadora da Inquisição no Rio de Janeiro, no início de século XVIII. Não fosse essa ação, ter-se-ia construído, penso, uma comunidade judaica perene. Estava-se refazendo o judaísmo em plenitude, a partir do tecido social e cultural marrano formado durante os Seiscentos, no recôncavo da Guanabara.

Houvesse o retorno à Lei Mosaica, de tantas pessoas organizadas comunitariamente, contaríamos milhões de judeus sefaraditas no Brasil, hoje. No meu sonho e gosto, eu seria um deles.



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