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quinta, 19 maio de 2022

A PAIXÃO SEGUNDO ALCÂNTARA

Cassas, Luís Augusto

104 páginas

R$ 42,00

Sinopse


Desde suas reportagens, desde o seu primeiro livro de poesia – o excelente República dos Becos (que teve merecida consagração crítica) – Luís Augusto Cassas é uma voz clamante, mas esperemos que não no deserto. Seu clamor, agora, é por Alcântara; e o é tão fundo, que o é dessa cidade mesma: A Paixão Segundo Alcântara.

Há cidades vivas, há “cidades mortas” – como Bruges, que se consola no seu esplendor medieval tão zelosamente preservado, à espera da ressurreição – e há “cidades moribundas” que não deveriam morrer, mas que a insânia dos homens deixa que assim seja. Assim não seja, exclama Luís Augusto Cassas – e que sua voz seja ouvida. Essa voz, para isso, se veste de todo o fascínio da beleza verbal: faz-se poesia vital, com contrastâncias reveladoras do pobre e do bom, do belo e do abjeto, da miséria e da riqueza, do pranto e do riso, do zelo e da mazela, da paz e da guerra, dos senhores e dos pacificadores com a fórmula si vis pacem para bellum – que em mais de mil anos não deixou aos homens um dia só que não fosse de guerra.

E selaram o triste (por hora!) destino de Alcântara, que, de “ponte” para a vida que é sua vocação onomástica, passa a nova barreira do e para o inferno.

O livro de Cassas parece provir de unidades heteróclitas, que tratam de matérias divinas e humanas, como se nada tivessem com a paixão. Esse despistamento poético de alto saber é um valor a mais na estruturação do(s) poema(s) em prol de Alcântara, em que um depoimento há, entre muitos, que é de beleza perdurante: o do peixe, graças ao padre Vieira – “Amen. Também”.

Não tenho dúvidas de que Luís Augusto Cassas é já agora uma das mais belas realizações poéticas engajadas na carne e no sangue e na substância da vida, tirando desta as palavras mais belas e mais tristes e mais vindicativas com que cantar a vida mesma – que a morte, não!

Se Alcântara perecer, não terá sido por culpa do poeta. Mas sua alma, dela, Alcântara, sobreviverá nos seus versos.



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